Vitória de Samotrácia - Parte VI
Por
Valdir
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[Vitória de Samotrácia]
[...] Não tardou para que os lábios se tocassem e para que os dedos se entrelaçassem; minhas mãos e boca deslizaram sobre um corpo ímpar, desprovido de vestes e quente como aquela noite de verão europeu. O sussurrar da sua voz e o tremor da sua pele anunciavam o gozo iminente, até que o esperado momento das contrações de prazer foi compartilhado como se coreografado fosse. Rendidos pela evasão das forças, deitados em sua cama, dormimos, porém, não sem que eu antes imaginasse a entrega de um troféu por aquela minha conquista... mas o que seria esse troféu? Até hoje, não consigo pensar em coisa melhor do que um monumento. Eu bem mereceria adentrar aos portões da minha terra trazendo comigo não apenas a minha paixão, a minha dançarina espanhola, mas também uma estátua que simbolizasse tal grande conquista: Vitória de Samotrácia!