Vitória de Samotrácia - Parte V
Por
Valdir
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[...] Ao deixar para trás o "Tarantos", dei-me em frente a uma bonita praça cercada por antigas construções de três pavimentos. Enquanto caminhávamos e eu praticava o meu não tão fluente espanhol, percebi que estava... apaixonado. Quando menciono "apaixonado" não o faço por simples modo de dizer. Falo de maneira sincera, com toda a pureza da significância. Seus cabelos longos, negros, já desfeitos do coque, e sua conversa gentil pouco lembravam aquela mágica dançarina sobre o tablado. E isso não era bom... e nem era ruim... simplesmente não importava; era ela, numa nova versão, e ponto final. Após breves trinta minutos de caminhada pelo centro de Barcelona e já estávamos em seu humilde apartamento, acompanhados de taças de vinho tinto, risadas, flertes, encontro de mãos e diversas demonstrações de charme que só transformavam aqueles momentos em únicas sensações de intensa paixão, como as de adolescentes [...]