Vitória de Samotrácia - Parte III
Por
Valdir
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[...] E ali mesmo, sobre o tablado, ela saltava e sapateava ao mesmo tempo em que esbanjava uma irrepreensível coreografia de pescoço, cabeça, dedos, mãos e coxas, tendo o cabelo firmemente preso em sua nuca num coque colossal. Por fim, o silenciar do violão, seguido de gritos, arrastar de cadeiras e de uma calorosa salva de palmas, decretou o final do último espetáculo daquela sexta-feira de agosto. Então, alinhados em frente ao público, do qual eu estava na vanguarda, os artistas, todos vestidos de preto, à exceção da dama de vermelho, prestaram saudações. Durante aquele momento, a bela dançarina já não tirava seus olhos dos meus e, retardando sua saída de volta à cortina negra da qual viera, permitiu-se um discreto sinal, levantando e mostrando a palma da mão esquerda, como que dizendo "espérame, hombre" [...]