Seria cruel ou interessante dar a uma criança o nome de “Morena”? Logicamente, levo em consideração que o fenótipo, baseado na cor parda dos pais, contribuirá para a graça de batismo, no entanto, isso, por si só, seria o bastante para nomear uma ente cristã com tamanha singularidade designatória?
Ambiente Familiar: “Ô, Morena... venha cá!” | “Moreninha, minha filha, traga aquele livro pro papai.” | “Morena, deixe-me ver as suas notas.”
Escola e Faculdade: “Cara, tu viu a Morena? Ela foi à praia e está bem bronzeada... com marquinha e tudo” | “Ei, cá entre nós, fiquei com a Morena! Qual? A Morena!"
Pesquisa do IBGE: “Seu nome? Morena. Cor? Morena.”
Casamento: “Eu, Morena, aceito você, Alvo, como meu legítimo esposo.”
Recém-casada: “Morena, vamos dormir, nêga?” | “Oi, Clara! Deixa eu te apresentar um casal de amigos! Clara, Alvo; Morena, Clara.”
Por toda a vida: “Olá... como é mesmo o teu nome? Morena. Sério?”