Desde que Gelada

Quando iniciei as atividades de bebedor de cerveja, existiam, principalmente, duas marcas concorrentes: Brahma e Antarctica. De uns tempos pra cá, pelo menos aqui na minha cidade, foi iniciada uma invasão de marcas, origens, adjetivos, cores e raças. É a Devassa Índia, a Proibida que utiliza ingrediente tchecos, a loira de trigo, de mel, a vermelha encorpada, a negra adocicada e as importadas dos mais variados maltes, teores e cores. Talvez pelo aumento da competitividade entre as empresas do ramo, talvez pela crescente exigência dos consumidores ou talvez pelo câmbio valorizado que favorece o aumento das importações, o fato é que pra quem aprecia, como eu, a bebida alcoólica mais popular em todo o mundo, está ficando cada vez mais prazerosa a tarde de sábado, o happy hour das sextas-feiras, bem como as saídas noturnas e os almoços de domingo. Aliado a tudo isso vem a onda dos botecos temáticos e dos petiscos bem ornamentados que se unem aos elementos anteriormente citados e que elaboram uma verdadeira teoria da conspiração em favor dela, a cerveja. Me desculpem os conservadores, mas não vejo a hora de ver a sexta chegar e com ela o Alpendre, o Boteco, o Botequim, a Teresa, o Jorge, a praça, o feijão, a costela, a carne de sol, e, é claro, ela, desde que gelada.