A Concubina - Parte III

(...) O plano para me livrar da vizinha tinha de ser algo certo e que não desse margem para o seu retorno, uma vez que se isso acontecesse, a situação ficaria ainda pior, praticamente insustentável. Daí veio em mente uma seqüência lógica de pensamento: embora sabendo o tipo de pessoa e de vida que ela levava, o gringo, enquanto aqui na terrinha, deve “exigir” fidelidade, algo que se traduzisse numa exclusividade durante os meses de férias. Qualquer coisa que venha de encontro a isso deve ser encarado por aquele “marido de temporada” como uma ofensa, uma traição... assim, pelo menos, eu imagino. E nesse ponto, eu já sabia o que fazer! Na mesma semana em que estruturei aquela cruel idéia (devo admitir), convidei um primo – modelo em alta na cidade e que começava a ganhar fama e olhares internacionais depois de ter sido fotografado pelo mesmo profissional que fizera um dos primeiros “books” de Gisele Bündchen – para uma noite de cerveja e frutos do mar. Depois de explicar-lhe a situação, Ricardo concordou imediatamente, após uma aguda risada, em ser meu ajudante e personagem principal naquele plano de expulsar a Concubina do meu convívio (...)