Será voga o que eu tenho? Vaga voga que me custou, quem sabe, Deus sabe, uns vinte quilos de pele e unha... além deles, a vergonha passada no meu imaginário palco, rede armada no quarto que com o balançar alto fez quebrar o armador. Lá vai o Valdir deslizando sobre o azulejo escorregador! Bunda descarnada ficou ainda mais seca com a dor. E a mania de agradar, o quanto já me causou!? Talvez uma centena de conhecidos, a manutenção de amigos, mas, por outro lado, a sedimentação de transtornos obsessivos e compulsivos! Hábitos loucos e insanas manias como as que um dia, de tanto pedir a “bença”, me cansei. Aaah vogas doentias... abdicar de tais manias seria o reconhecimento da hereditária loucura ou seria deixar de ser quem eu realmente sou?