Ontem estava lendo sobre arte em geral e tive acesso a um vídeo (que ainda não vi) sobre alguns artistas nordestinos, tais como Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Ariano Suassuna e Tom Zé. Me chamaram a atenção as informações que diziam respeito a este último, um baiano revelado na época do Tropicalismo – integrante que era daquele movimento cultural. Pois segundo o texto que se referia ao citado vídeo, Tom Zé ficou mesmo conhecido somente nos anos 90, contudo, entre aquele e esse tempo mais recente, o cantor, compositor e arranjador desenvolveu grandes obras praticamente ignoradas pelo público. Ele, inclusive, inventou vários instrumentos eletrônicos (o HertZé, o Buzinório, a Serroteria e o Enceroscópio) que mais tarde veio a utilizar em seus discos mais recentes. Lembrei agora de uma música do Tom Zé que gosto muito (uma das únicas que conheço, pra ser bem sincero) e resolvi transcrever, não na íntegra, mas só algumas partes que julgo mais interessantes. Antes, fica aqui a sugestão (que também vale pra mim) para uma escuta atenta e desarmada a esse artista experimentalista.
Vá Tomar (Tom Zé) : “Meta sua grandeza no banco da esquina, vá tomar no verbo seu filho da letra; meta sua usura na multinacional (...)”. Pegue e junte tudo; passe brilhantina; enfie, soque, meta no tanque de gasolina.”