O Solistício de Anna - Parte III

[...] Sim, havia para mim retornado logo no início da festa, vultosa naquele rico vestido vermelho; as pequeninas orelhas ornamentadas com belos e delicados brincos de ouro; seu fino pescoço encoberto num magnífico... echarpe. Sim, voltara depois de seis longos meses de sumiço (desde o último dezembro), nos quais me desesperei, nos quais morri totalmente dominado por promessas que fiz na esperança de vê-la chegar. E como fiz promessas! Parei de beber! E ali eu estava mais uma vez bêbado, exatamente porque Anna havia voltado - finda a promessa. Lembrei ali, ainda sentado, que depois de um longo beijo e de um abraço que me arrancou lágrimas, no meio de toda aquela gente, subimos para o nosso quarto e esquecemos da vida, de tudo, inclusive dos convidados que chegavam para o meu aniversário (pudera, nenhum deles me trazia melhor agrado do que Anna, cujo presente era ela própria) [...]