O Solistício de Anna - Parte II
Por
Valdir
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[Contos]
[...] Lá sentei; derramei pela garganta o líquido amargo do puro malte e imediatamente esbocei uma careta. "Novamente álcool", pensei, balançando negativamente a cabeça. Aquietei para apreciar o lago agitado e escuro, quase tão negro quanto as nuvens que sobre as águas teimavam em não estacionar (corriam as nuvens como se estivessem atrasadas, ordenadas pelo movimento da Terra que não parava de girar e não pára - assim como a minha cabeça; naquele momento e neste). Lá, sentado, interessei-me em decifrar algo que eu via preso na rala vegetação da margem lacustre, mas que, àquela distância, era quase indecifrável. Era vermelho... isso eu conseguia visualizar. Passei a praticar, então, solitário, um jogo de adivinhação: "seria uma sacola? Uma embalagem? Papel de presente? Uma peça de vestuário? Poderia ser uma calcinha... um echarpe!? Então, subitamente, em meio aos flashes da amnésia alcoólica, lembrei que Anna havia voltado [...]