Me deparando com certas situações, passei a analisar a quantidade de exemplos relacionados à inutilidade e à ineficiência de certos serviços que, ao tempo em que são colocados à disposição do público em geral, chegam a atestar seus desserviços.
Dois casos, dos que me lembro agora, merecem comentários: um que salta à minha infanto-adolescência e outro advindo de uma situação recente, digo de ontem. O primeiro me foi trazido por um amigo de muitos anos, Anderson Silva de Oliveira, cuja avó, uma portuguesa com certeza, era responsável por suas viagens bi-anuais à terra de Dom Sebastião. Numa dessas passagens por solos lusitanos, ele, um então pré-adolescente de doze anos, observou um olho-mágico numa porta de vidro de um escritório de advocacia lisboense! A veracidade da informação nunca foi confirmada, dentre outras coisas, porque aquela época era bem anterior ao advento das máquinas digitais – o que garantiria, instantaneamente, uma prova cabal. O segundo foi gerado, há menos de vinte e quatro horas, por meio do comentário pertinente de um amigo que me conduzia ao aeroporto de Salvador numa movimentada via expressa. Indignado com o engarrafamento, fui alertado sobre um dos motivos pelos quais se perfilavam tantos carros a dez quilômetros por hora: um sinal para pedestres! “Pra que servem passarelas?”, perguntou o conterrâneo erradicado em ambiente soteropolitano.