Não é raro que analiso (de certo, inutilmente) algumas situações cotidianas que parecem estar escamoteadas. Uma dessas situações é, por exemplo, o caso das tatuagens. Vejo, cada vez mais, a profusão modista de desenhos, principalmente na pele dos mais jovens... nada contra! Eu mesmo já me peguei imaginando qual modelo usaria. Só que no meu caso, a vontade nunca é maior que o custo (físico e financeiro) e isso se traduz num desestímulo natural. Agora, pensando no futuro, viajo para 2045. Lá, a minha geração terá entre 55 e 65 anos e, a despeito dos crescentes cuidados com a saúde e da evolução da medicina, já não mais seremos considerados jovens (pelo menos, fisicamente). Então, quando essa época chegar, é intuitivo pensar que verei muitas tatuagens em sexagenários e aí, já de hoje curioso, eu tento prever o que os jovens dessa época vão achar! Em comparação, falando por mim, quando vejo as fotos antigas dos meus pais e tios usando "boca de sino", minha primeira reação é, com um quase sorriso (uma gargalhada, na verdade), perguntar: o que é isso? Daí, é engraçado imaginar que nossos netos, então com cerca de 17 anos em 2062, verão dragões e ideogramas japoneses nas costas e nos braços dos vovôs. Dessa forma, deixo em aberto, será que, assim como não vestimos "boca de sino", os netinhos não usarão tatoos?