[...] Retirou da mochila o livro
“Escolasticismo”. Gostava de ler sobre coisas que nunca ouvira falar. Até
então, o mais próximo que conseguira aferir sobre o título dizia respeito a um
humorista cearense de nome Escolástica. Era um transformista. Certo dia, havia
ido a um show daquele artista e, do lado de fora,
tendo comprado um ingresso a mais, tentou vender este excedente para um grupo
de pessoas que conversava, numa espécie de rodinha, próximo à bilheteria. Pediu
licença e dirigiu a pergunta a um deles, o mais falador:
“Vocês vão pra peça?”.
“Sim, vamos!”.
“Vocês já têm ingressos? Se não, eu tenho um a mais e
gostaria de vendê-lo”.
“Nós somos os artistas da peça”.
Ele falava com a própria (ou o próprio) Escolástica.
Gargalhada.
Encabulou-se.
Vermelho.
Reddish.
Meia volta.
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