Carta à Dona Chica

Farinha grossa
Do mesmo saco
Saco de gato
Tem coelho nesse mato
Mato do morro
Morro de medo
Medo de escuro
Escuro, breu
Trauma meu
Da infância ralada
Pela noite enluarada
De lua cheia
Que eu via da ameia
Do tal morro do mato
Onde vi um saco
De farinha, gasto
Onde, para sempre,
Jazia o tal gato...

Aquele teu.