Ano passado, em instrutiva conversa com meu ex-chefe Oliver, acabei lendo uma matéria escrita pelo jornalista Capa Verde. Não lembro o título, mas o assunto era a vaidade feminina. O artigo tratava daquela velha estória do cavalheiro que espera (pacientemente) a dama se arrumar para, por exemplo, um jantar ou uma ida ao cinema. Depois de 30 ou 40 minutos ela aparece estonteante, maquiada, perfumada e solta aquele velho: é pra você, meu amor! Essa frase deve valer como uma recompensa por tanta espera! Deveria valer... se fosse verdade. Segundo a matéria a qual me referi, a mulher, na maioria esmagadora das vezes, não se arruma para o seu homem. Na verdade, ele (o homem) é a última opção dentre as razões para se enfeitar. Elas se arrumam, em primeiro lugar, para si mesmas! Depois para as outras (as concorrentes), numa verdadeira loucura inconsciente. No final, quem sabe, elas deixam 5% de toda a arrumação para o seu homem, marido, namorado, noivo, o que quer que ele seja. Depois de ter lido essa matéria e discutido durante horas o assunto com meu estimado amigo e, como já dito, ex-chefe, o tal do “é pra você, meu amor” entra por um ouvido e sai pelo outro. A resposta que tenho dado, quando escuto a famigerada frase, é um suave “aí mente”.